Piano de R$ 400 mil, lago de carpas e mais: o que foi danificado por queda de muro da casa de Simone Mendes

Piano de R$ 400 mil, lago de carpas e mais: o que foi danificado por queda de muro da casa de Simone Mendes

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Gabriel Moura

Reprodução

Publicado em 03/09/2026 às 17:08

A cantora Simone Mendes é alvo de uma ação judicial após o desabamento de um muro durante uma obra em seu imóvel no condomínio de luxo Tamboré 1, em Alphaville, na Grande São Paulo. O episódio ocorreu na tarde de 6 de novembro de 2024 e, segundo a ação, provocou uma enxurrada de lama e escombros na propriedade vizinha. As informações são do g1.

O imóvel atingido pertence à empresa Black Diamond Holding, administrada pelo músico e guitarrista Léo Martinussi, da banda Tihuana. Segundo a petição inicial, o músico estava em casa quando ouviu estalos vindos do muro da obra. Pouco depois, a estrutura cedeu e parte do material invadiu a residência. Entre os danos relatados estão a destruição de parte do muro e prejuízos no pomar, lago de carpas, canil, piscina e sistema de abastecimento de água. Uma das carpas teria morrido após o lago ser atingido. O Portal Terra também informou que um piano avaliado em cerca de R$ 400 mil estaria entre os bens afetados.

Léo Martinussi afirma que o desabamento colocou moradores e animais em risco e que acionou a Defesa Civil e o condomínio após o ocorrido, além de pedir a paralisação da obra. Na ação, ele também sustenta que a continuidade dos trabalhos poderia provocar novos desmoronamentos e dificultar a produção de provas sobre as causas do acidente. Ainda de acordo com o músico, Simone, apontada no processo como proprietária da obra, não teria entrado em contato depois do episódio para saber o que havia acontecido, pedir desculpas ou oferecer assistência.

Construção na casa de Simone Mendes destruído pela chuva, que causou danos à residência de músico do Tihuana — Foto: Arquivo pessoal

O caso também foi levado à Polícia Civil. No dia seguinte ao desabamento, Martinussi registrou um boletim de ocorrência em Barueri, inicialmente enquadrado como desabamento ou desmoronamento, previsto no artigo 256 do Código Penal. Na primeira versão, a autoria aparecia como desconhecida. Posteriormente, Simone Mendes foi identificada como proprietária da construção relacionada ao episódio. A menção ao nome da cantora no documento, porém, não significa que ela tenha sido apontada como autora ou responsabilizada pelo crime, já que uma eventual responsabilização criminal dependeria da apuração do caso.

Simone Mendes, por meio de sua assessoria, afirmou que o episódio teria sido um incidente provocado pelas fortes chuvas. Segundo a equipe da cantora, a obra era realizada por uma empresa contratada, responsável pela condução e pela segurança dos trabalhos. A defesa de Léo Martinussi contestou essa versão e afirmou que ela “não corresponde às conclusões técnicas que fundamentaram as decisões judiciais proferidas até agora”.

Construção na casa de Simone Mendes destruída pela chuva, que causou danos à residência de músico do Tihuana — Foto: Arquivo pessoal

No processo, Simone também alegou que os danos decorreram de “força maior” em razão das chuvas. O laudo pericial técnico anexado aos autos, entretanto, apontou outra causa para o colapso. Segundo a perícia, houve falta de engenharia preventiva na obra. O documento indica que o muro não contava com sistema de drenagem nem estrutura de suporte para suportar esforços horizontais. Com a chuva, o solo ficou saturado e a estrutura teria funcionado como uma espécie de barragem de terra sobre o terreno vizinho, aumentando a pressão até provocar o desabamento.

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