Fora da Globo há 21 anos, Nina de Pádua volta a emissora para ‘ferrar’ Ademir em Quem Ama Cuida

Fora da Globo há 21 anos, Nina de Pádua volta a emissora para ‘ferrar’ Ademir em Quem Ama Cuida

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Gabriel Moura

Reprodução

Publicado em 03/09/2026 às 15:25

Nina de Pádua está de volta à Globo, 21 anos depois de sua última novela na emissora, Alma Gêmea (2005). Aos 70 anos, a atriz fará uma participação especial em Quem Ama Cuida, interpretando a magistrada responsável pelo julgamento de Ademir, personagem de Dan Stulbach, acusado de assédio sexual.

O convite chegou de forma inesperada na última segunda-feira (31), segundo o portal Notícias da TV. Durante a abertura das gravações nos Estúdios Globo, nesta quinta-feira (3), Nina falou sobre a oportunidade e brincou com a situação envolvendo o personagem. “É uma alegria enorme, uma surpresa, estou muito feliz de poder ferrar o Ademir (risos). Ainda mais que eu era tenista, então, tenho dupla vontade hoje de acabar com a raça dele”, comentou.

A atriz também contou que acompanha a novela diariamente e comemorou a oportunidade de voltar a interpretar um texto de Walcyr Carrasco, autor da trama ao lado de Claudia Souto. “Sou fã incondicional da novela, vejo todo dia. Fico com ódio de futebol porque diminui o capítulo (risos). Foi uma alegria extraordinária, estou aqui radiante de poder fazer essa participação em um papel bem bacana. Foi bem significativo”, declarou.

Para construir a personagem, Nina buscou inspiração em mulheres que fizeram história no Supremo Tribunal Federal (STF). Ao ser comparada à ministra Cármen Lúcia, ela respondeu em tom de brincadeira: “Até me compararam à ministra Cármen Lúcia, mas acredito que não. Estou mais para Rosa Weber”. Sobre a postura da magistrada no julgamento, acrescentou: “Pretendo ser implacável, pretendo que Ademir vá para o lugar que merece”.

Nina explicou que o julgamento de Ademir terá duração menor e não ocupará tanto espaço na novela quanto o de Adriana, interpretada por Leticia Colin. Para a atriz, porém, a abordagem do tema no horário nobre tem relevância, especialmente por ocorrer às vésperas das eleições. “A gente não pode brincar com isso, porque tem muita gente dizendo que não é verdade, que não existe. Nós, mulheres, temos que nos colocar muito seriamente e temos que ter muita responsabilidade no dia 4 de outubro. Não podemos permitir que determinados estados de inconsciência dominem.”

Após ficar nove anos na Record, onde participou de produções como Chamas da Vida (2008), Balacobaco (2012) e Os Dez Mandamentos (2016), Nina mantém atualmente uma trajetória ligada principalmente ao teatro. A atriz se define como uma artista “underground”, mas não descarta voltar definitivamente às novelas. “Eu adoro estar na minha profissão, estar com meus pares, meus colegas, esse ambiente é minha vida. Faço teatro desde os três anos, nunca fiz outra coisa”, explicou.

A atriz também defendeu a presença de profissionais veteranos na televisão. “A gente se forma vendo esses atores trabalhando. Quando você tem cinco anos, já sabe quem é bom e quem não é. Porque tem verdade naquele que é bom. É empobrecedor para os trabalhos que não acolhem os veteranos”, concluiu.

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