Uma obra no imóvel de Simone Mendes acabou no centro de uma disputa judicial milionária. A cantora é alvo de uma ação movida por Léo Stuart, guitarrista da banda Tihuana, depois que um muro da construção desabou e provocou danos na residência do músico, em Barueri, na Grande São Paulo.
Segundo informações da coluna Daniel Nascimento, do jornal O Dia, a ação envolve pedidos de indenização por danos materiais e morais que chegam a R$ 1,3 milhão. O episódio aconteceu em novembro de 2024, durante um período de fortes chuvas.
De acordo com a versão apresentada pelo músico à Justiça, água, lama e entulhos avançaram sobre o imóvel após o desabamento. Entre os prejuízos relatados está um piano avaliado em aproximadamente R$ 400 mil, além de danos no pomar, na piscina, no lago de carpas e no sistema de abastecimento de água.
O caso ganhou um capítulo curioso porque uma perícia realizada em uma ação iniciada pela própria Simone acabou sendo usada contra a cantora no processo.
Perícia apontou falhas
O laudo elaborado pelo engenheiro Walmir Pereira Modotti identificou ausência de sistema de drenagem e problemas estruturais no muro construído no terreno de Simone. A análise indicou ainda que o solo saturado pelas chuvas teria aumentado a pressão sobre a estrutura e contribuído para o desabamento.
Com base nos elementos apresentados no processo, a Justiça determinou a paralisação da obra e a reconstrução dos muros e das áreas atingidas. A medida previa multa diária de R$ 2 mil, limitada a R$ 200 mil.
Simone recorreu, mas o Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a decisão em abril deste ano. A defesa da cantora ainda apresentou recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Apesar das decisões já tomadas sobre os reparos, o pedido de R$ 1 milhão por danos morais ainda não teve julgamento definitivo. Também seguem em discussão as alegações de que os responsáveis pela obra e o condomínio teriam conhecimento prévio dos problemas de drenagem.