Estrela de diversas novelas brasileiras, Gracindo Jr. morreu nesta quarta-feira (2), deixando um importante legado na televisão brasileira. O artista também carregava uma ligação especial com a história da teledramaturgia nacional: ele era filho do icônico Paulo Gracindo, um dos maiores nomes da TV brasileira.
Paulo Gracindo morreu em 1995, vítima de um câncer de próstata. Na época, o ator também enfrentava o Alzheimer, doença neurológica sem cura.
A perda do pai emocionou profundamente Gracindo Jr., principalmente pela forte ligação que Paulo Gracindo mantinha com o público brasileiro ao longo de décadas de carreira.
“Sei que a perda do meu pai não é uma perda só minha. É uma perda imensa para todas as pessoas que gostavam dele e admiravam seu trabalho. Sei que ele era muitas pessoas ao mesmo tempo e tenho orgulho de dizer que exerceu sua profissão durante 62 anos da forma mais digna que uma pessoa poderia exercer. Ele estava sofrendo do mal de Alzheimer e ultimamente ele quase não reconhecia as pessoas”, disse Gracindo Jr. ao jornal O Globo.
Em outra declaração, o ator também comentou sobre a relação entre pai e filho.
“Tenho orgulho de ser filho de um homem que abraçou a carreira de ator há 62 anos. Era um grande profissional e deixa para o país uma história de vencedor. E por tudo isso mereceu ter uma morte digna”, afirmou.
Paulo Gracindo ficou marcado na televisão brasileira por personagens e participações em produções de grande sucesso, como “O Bem-Amado”, “Gabriela”, “Rainha da Sucata”, “Roque Santeiro”, “Vamp” e “Deus nos Acuda”, entre outras.