Salvador aparece na 10ª posição entre as capitais brasileiras no novo Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil (IDSC-BR) 2026. A capital baiana obteve 51,32 pontos, em uma escala de zero a 100, e foi classificada com nível médio de desenvolvimento sustentável. No ranking geral, que reúne os 5.570 municípios do país, a cidade ocupa a 2.798ª colocação.
O levantamento, elaborado pelo Instituto Cidades Sustentáveis, será lançado nesta quinta-feira (27), durante o 4º Fórum Cidades Sustentáveis, no Sesc Paulista, em São Paulo. O estudo avalia os municípios brasileiros a partir de 100 indicadores econômicos e socioambientais em áreas como saúde, educação, pobreza e renda, moradia, saneamento, segurança e meio ambiente. Os dados foram reunidos a partir de bases públicas oficiais, como IBGE, DataSUS e Inep.
Entre as capitais, Brasília lidera, com 61 pontos, seguida por Curitiba, com 58,15, e São Paulo, com 58,01. Salvador aparece à frente de cidades como Rio de Janeiro, Porto Alegre, João Pessoa e Aracaju. Das 27 capitais, 14 registraram nível baixo ou muito baixo de desenvolvimento sustentável, com menos de 50 pontos. Porto Velho ocupa a última posição, com 38,69 pontos.
No ranking nacional, Santana da Ponte Pensa, no interior de São Paulo, lidera com 67,8 pontos. Uru, também paulista, aparece em seguida, com 67,2, enquanto Santópolis do Aguapeí, igualmente em São Paulo, completa as primeiras posições, com 66,8 pontos. Das dez cidades mais bem avaliadas, oito ficam em São Paulo e duas em Minas Gerais.
Na outra ponta, os dez municípios com pior desempenho estão localizados na Amazônia Legal. Lábrea, no Amazonas, registrou a menor pontuação do país, com 32,8 pontos, seguida por Ulianópolis, no Pará, com 32,9, e Envira, no Amazonas, com 34,1.
Apesar das desigualdades, a nova edição do IDSC-BR aponta uma melhora geral no país. A média dos 5.570 municípios chegou a 51,2 pontos, aumento de 1,2 ponto em relação a 2025. Ao todo, 70% das cidades melhoraram sua pontuação, enquanto 29% pioraram e 0,2% permaneceram estagnadas.
Ainda assim, nenhuma cidade brasileira alcançou nível muito alto de desenvolvimento sustentável, faixa reservada às pontuações acima de 80. Apenas 271 municípios, menos de 5% do total, atingiram nível alto. A maior parte das cidades, 3.056, equivalente a 54%, ficou no nível médio, caso de Salvador. Outras 2.076 foram classificadas com nível baixo e 167 com nível muito baixo.