Salvador ganhará, a partir de 10 de setembro, a Escola de Ofícios Tradicionais, que funcionará na histórica Casa das Sete Mortes, na Rua do Passo, no Centro Histórico. As informações foram obtidas com exclusividade pelo Alô Alô Bahia. A iniciativa será voltada à formação de profissionais especializados em técnicas de conservação e recuperação de imóveis históricos.
Criada pela Prefeitura de Salvador, a escola pretende unir qualificação profissional, preservação de técnicas tradicionais e geração de oportunidades de trabalho, especialmente diante da demanda por mão de obra especializada para intervenções em edificações antigas da cidade.
O primeiro curso oferecido será o de Pintura Tradicional com Pigmentos Naturais, com duração de três meses e meio, entre 15 de setembro e 17 de dezembro. A turma inaugural terá 30 participantes, que receberão formação teórica e prática voltada à conservação do patrimônio edificado.
A implantação contará com consultoria técnica do Instituto Pedra, organização especializada em preservação do patrimônio cultural e responsável pela criação e consolidação da Escola de Ofícios de Mariana, em Minas Gerais. A experiência desenvolvida na cidade mineira desde 2019 servirá de referência para o modelo adotado em Salvador.
Além da formação profissional, a proposta busca promover a transmissão dos conhecimentos de mestres de ofícios tradicionais para novas gerações, contribuindo para a preservação de técnicas e saberes relacionados ao patrimônio material e imaterial da capital baiana.
A iniciativa é liderada pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF) e estava prevista no plano de governo do primeiro mandato do prefeito Bruno Reis. A expectativa é que, após a primeira turma, a escola amplie gradualmente a oferta de cursos de acordo com as demandas da cidade e do mercado de trabalho.

Casa das Sete Mortes será reaberta como como Escola de Ofícios Tradicionais em Salvador
Demanda por profissionais no Centro Histórico
A abertura da escola ocorre em meio ao avanço de projetos de reabilitação de imóveis no Centro Histórico e no Comércio, incluindo retrofits de edificações antigas para novos usos residenciais, comerciais e de serviços.
Essas intervenções demandam profissionais capacitados em técnicas específicas de alvenaria, carpintaria, ferragem, cantaria e pinturas tradicionais, incluindo trabalhos com cal, óleo, estêncil e pátina.
A proposta é que a formação oferecida pela Escola de Ofícios Tradicionais também contribua para a inserção dos alunos nesse mercado, conectando a preservação do patrimônio histórico à qualificação profissional e à geração de emprego e renda.