A Ionis Pharmaceuticals, farmacêutica americana responsável por um dos tratamentos experimentais buscados pela família do piloto Lito Sousa, se manifestou publicamente nesta terça-feira (25) sobre o caso. Em nota divulgada nas redes sociais, a empresa afirmou que reconhece a urgência do pedido, mas que o estudo com o medicamento ION717 não está mais aceitando novos participantes.
Lito Sousa, nome profissional de Joselito Geraldo de Sousa, de 59 anos, é um dos principais influenciadores brasileiros de aviação e enfrenta a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), condição neurodegenerativa rara e de rápida progressão. Diante do avanço do quadro, a família do piloto passou a buscar acesso a tratamentos experimentais nos Estados Unidos, entre eles o ION717, desenvolvido pela Ionis para doenças priônicas.
Na publicação, a farmacêutica destacou que não comenta casos individuais publicamente e que a situação de Lito está sendo tratada de forma privada, seguindo seus protocolos médicos e regulatórios. “O estudo não está mais recrutando participantes. A segurança e a eficácia do ION717 ainda não foram estabelecidas”, informou a empresa, que também descartou a possibilidade de acesso ao medicamento por meio de programas de uso expandido.
Confira:
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Segundo a Ionis, o ION717 está sendo testado pela primeira vez em humanos com doenças priônicas, em uma fase inicial de pesquisa voltada a avaliar segurança, tolerância e ação da substância no organismo, o que torna a liberação para uso fora do estudo clínico ainda inviável neste momento.
Paralelamente, a família de Lito também tenta viabilizar sua entrada no PRiSM, estudo conduzido pelo Broad Institute, ligado a Harvard e ao MIT. Nesta terça, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, confirmou que a pasta formalizou um pedido para incluir o piloto na fase de triagem da pesquisa, mas até o momento ele ainda não conseguiu uma vaga para receber o tratamento experimental.