A empresária Mila Seidl compartilhou uma nova atualização sobre a batalha que trava para tentar incluir o marido, o influenciador e especialista em aviação Lito Sousa, de 59 anos, em testes experimentais contra a Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). De acordo com o relato, as duas principais frentes científicas consultadas nos Estados Unidos trouxeram respostas que, por ora, inviabilizam o acesso imediato à medicação.
A maior aposta da família estava na farmacêutica norte-americana Ionis Pharmaceuticals, mas a empresa comunicou que as vagas para voluntários estão esgotadas e vetou a liberação:
“A Ionis Pharma, que era nossa principal chance, respondeu que os estudos estão fechados para novos participantes e que não podem permitir o uso compassivo do medicamento nesse momento”, explicou Mila nas redes sociais.
A segunda resposta veio do Broad Institute, centro ligado a Harvard e ao MIT. A instituição aceitou realizar uma triagem inicial, mas informou que a eventual vaga seria destinada ao “grupo de controle”, no qual o paciente recebe placebo e não a substância ativa em teste. Segundo Mila, a alternativa exigiria uma mudança de país com alto custo e desgaste, sem qualquer garantia de aplicação do remédio terapêutico.
Diante do cenário e do avanço rápido dos danos motores causados pela condição neurológica degenerativa, a esposa fez um apelo público às autoridades brasileiras:
“Continuo aqui pedindo para manter a pressão, principalmente agora no Itamaraty e no Governo Federal, para intervir e tentar garantir o direito à vida de um cidadão. Existe um tratamento, mas ele não está no Brasil”, desabafou.
Enquanto aguarda a possibilidade de abertura de novas vagas internacionais a partir de outubro, a família prepara a casa para receber Lito em regime de home care, após o período de internação hospitalar.