A Avenida Afrânio Peixoto (Suburbana), em Salvador, recebeu 21 novas mudas de árvores nesta sexta-feira (21). O plantio foi realizado para substituir espécies que haviam sido vandalizadas no canteiro central da via.
Foram plantados 10 ipês-brancos e 11 ipês-amarelos, espécies nativas da Mata Atlântica. Segundo a Prefeitura de Salvador, algumas das mudas anteriormente instaladas no local tiveram galhos quebrados ou o “olho” arrancado, provocando a morte das plantas.
Esta é a segunda reposição realizada na região em 2026. No primeiro semestre, outras 15 mudas destruídas foram substituídas em Coutos.
O secretário municipal de Sustentabilidade, Resiliência e Bem-estar e Proteção Animal (Secis), Ivan Euler, acompanhou o plantio e pediu a colaboração da população para preservar as novas árvores.
“Além da beleza, de deixar a cidade mais verde e mais bela, melhora a qualidade do ar e diminui a temperatura, deixando o ambiente mais agradável. Traz a fauna e ajuda na drenagem das águas da chuva. Árvores fazem parte da infraestrutura urbana de uma cidade, por isso estamos fazendo essa arborização da Suburbana”, afirmou.
De acordo com o secretário, as árvores foram plantadas a cerca de três metros de distância umas das outras. O crescimento varia conforme as condições climáticas, mas leva, em média, cinco anos.
O diretor do Sistema de Áreas de Valor Ambiental e Cultural da Secis (Savam), João Resch, explicou que as espécies plantadas são monitoradas para identificar eventuais perdas.
“A gente faz o plantio e depois vem observando e pontuando os locais onde há perdas, seja por conta de vandalismo, seja porque a muda não conseguiu se adaptar. Vamos olhando e fazendo as correções para manter o local com a proposta inicial, que é deixar arborizado, como estamos fazendo na Suburbana”, disse.
Desde janeiro, cerca de 9 mil mudas foram plantadas em Salvador. A meta da gestão municipal é chegar a 10 mil até setembro.
A Prefeitura lembra ainda que vandalizar árvores é considerado crime ambiental. A Lei Federal nº 9.605/1998 prevê detenção de três meses a um ano, multa ou ambas as penas para quem destruir, danificar, lesar ou maltratar plantas ornamentais de logradouros públicos ou de propriedade privada alheia.
Morador da região do Parque São Bartolomeu, Claudionor Silva Lima, de 85 anos, acompanhou o trabalho das equipes e destacou os benefícios da arborização.
“As árvores mudam muita coisa, respirar fica melhor e a qualidade de vida melhora muito. É preciso plantar mais e mais”, afirmou.
Já André Albuquerque, de 57 anos, ressaltou o impacto das árvores na temperatura da região. “Eu trabalho aqui perto e, em alguns horários, fica uma quentura danada. É importante ter árvores, porque elas trazem melhoria para tudo”, disse.