Cientistas podem estar perto de decifrar a causa secreta por trás das tempestades solares; saiba mais

Cientistas podem estar perto de decifrar a causa secreta por trás das tempestades solares; saiba mais

Redação Alô Alô Bahia

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Reprodução / NSF/NSO/AURA/MPS

Publicado em 08/08/2026 às 09:12

Uma equipe internacional de astrônomos usou o telescópio solar mais potente do mundo, o Inouye Solar Telescope, no Havaí, para fotografar a superfície do Sol com um nível de detalhe inédito. As imagens revelaram pequenos redemoinhos de gás superaquecido nunca antes observados diretamente, um fenômeno batizado de instabilidade de Kelvin-Helmholtz.

O processo ocorre quando camadas de gás se movem em velocidades diferentes na superfície solar, gerando turbulências em espiral. Esse movimento contínuo torce as linhas do campo magnético do Sol, funcionando como um motor que acumula energia progressivamente ao longo do tempo.

Segundo os pesquisadores, esse acúmulo de energia magnética é o que alimenta explosões solares, jatos de plasma e ejeções de massa coronal, eventos que podem atingir a Terra e afetar redes elétricas, sistemas de GPS, comunicações e satélites em órbita.

A descoberta também pode ajudar a explicar outro mistério antigo da física solar: por que a coroa, a camada mais externa da atmosfera do Sol, atinge temperaturas de cerca de um milhão de graus Kelvin, muito mais quente que a própria superfície da estrela.

O próximo passo da pesquisa será desenvolver ferramentas capazes de identificar automaticamente esses redemoinhos nas imagens do telescópio, permitindo medir com precisão quanta energia eles transportam. O objetivo final é aprimorar a capacidade de prever o clima espacial e seus impactos sobre a tecnologia terrestre.

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