“As cidades já vivem os impactos da mudança do clima”, diz secretária da Fazenda de Salvador

“As cidades já vivem os impactos da mudança do clima”, diz secretária da Fazenda de Salvador

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

Divulgação/Sefaz

Publicado em 04/08/2026 às 14:46 / Leia em 3 minutos

Enchentes, secas, ondas de calor e deslizamentos deixaram de ser eventos isolados e passaram a fazer parte da rotina das cidades brasileiras. Para a secretária da Fazenda de Salvador, Giovanna Victer, o principal desafio agora é garantir que os municípios tenham acesso aos recursos necessários para enfrentar os impactos das mudanças climáticas.

A avaliação foi feita nesta terça-feira (4), durante a primeira edição do Diálogos de Alto Nível: Cidades e Ação Climática, promovido pela Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP), em parceria com o Sebrae Nacional. No encontro, que reuniu especialistas para discutir estratégias de adaptação e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas, Giovanna mediou o painel “Mapa do Caminho: governos subnacionais na transição climática”.

Durante o debate, a secretária destacou que os efeitos da crise climática já fazem parte do cotidiano das administrações municipais. “As cidades já vivem os impactos da mudança do clima. O desafio agora é criar condições para financiar esses investimentos, dar transparência aos recursos aplicados e fortalecer o acesso dos municípios ao financiamento climático. Essa é uma agenda de desenvolvimento urbano, de responsabilidade fiscal e de justiça social“, afirmou.

Segundo Giovanna, enquanto as políticas de mitigação buscam reduzir as emissões de gases de efeito estufa, com medidas como a eletrificação da frota de transporte público, as ações de adaptação têm como foco preparar as cidades para enfrentar fenômenos cada vez mais frequentes, como enchentes, deslizamentos, secas e ondas de calor, por meio de obras de drenagem, contenção de encostas e reforço da infraestrutura urbana.

A secretária também defendeu a ampliação do acesso dos municípios a mecanismos de financiamento climático. De acordo com ela, muitas das linhas de crédito disponíveis ainda dependem de operações onerosas, o que dificulta o acesso por parte das administrações municipais. Nesse contexto, fundos voltados à resiliência urbana e à redução de emissões podem acelerar investimentos sustentáveis.

Outro ponto destacado foi a importância da adoção de instrumentos de orçamento climático, que permitem identificar e acompanhar os recursos destinados às ações de mitigação e adaptação dentro das contas públicas. “Quando conseguimos identificar e mensurar os investimentos climáticos no orçamento público, fortalecemos o planejamento, ampliamos a credibilidade dos municípios e aumentamos as possibilidades de captar recursos junto a bancos multilaterais e fundos internacionais”, concluiu.

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