Eduardo Bolsonaro obtém Green Card e poderá morar e trabalhar nos EUA por tempo indeterminado

Eduardo Bolsonaro obtém Green Card e poderá morar e trabalhar nos EUA por tempo indeterminado

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

Reprodução

Publicado em 21/07/2026 às 08:49 / Leia em 3 minutos

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) recebeu o Green Card, documento que garante residência permanente nos Estados Unidos e permite que ele viva e trabalhe no país por tempo indeterminado. A autorização também dá acesso a serviços públicos e elimina as restrições do visto de turista, com o qual ele havia entrado no território americano.

Apesar da residência permanente, o Green Card não confere cidadania americana. Com isso, Eduardo não poderá votar nas eleições federais dos Estados Unidos nem obter um passaporte do país. Titulares do documento também devem evitar permanecer longos períodos fora do território americano, sob risco de comprometer o status migratório.

Eduardo deixou o Brasil em fevereiro do ano passado, alegando ser alvo de perseguição por parte do Judiciário brasileiro. Na época, entrou nos Estados Unidos com um visto de turista, que permitia permanência temporária. Posteriormente, afirmou que pretendia buscar asilo político como caminho para obter a residência permanente.

Ao comentar a concessão do Green Card à coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, Eduardo disse que se sente “seguro” nos Estados Unidos. Segundo ele, cumpriu todas as exigências do processo e afirmou que decidiu permanecer no país por considerar que sofre perseguição no Brasil.

A concessão ocorre em um momento de tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos, após o governo de Donald Trump anunciar novas tarifas sobre produtos brasileiros. O episódio também foi marcado por críticas do secretário de Estado americano, Marco Rubio, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante as negociações entre os dois países.

A situação de Eduardo também se desenrola em meio aos desdobramentos judiciais no Brasil. No mês passado, ele foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por coação de magistrados e por articular sanções junto ao governo dos Estados Unidos contra integrantes do Judiciário brasileiro. Segundo a decisão, as ações buscavam interferir no julgamento da ação relacionada à tentativa de golpe de Estado.

O STF fixou pena de quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto, além de multa equivalente a 100 salários mínimos. A decisão também determinou sua inelegibilidade por oito anos, contados a partir do cumprimento da pena.

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