Polícia Federal faz busca por armas na residência de Jair Bolsonaro após decisão do STF

Polícia Federal faz busca por armas na residência de Jair Bolsonaro após decisão do STF

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Luana Veiga

Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Publicado em 08/07/2026 às 11:26 / Leia em 3 minutos

A Polícia Federal realizou, na manhã desta quarta-feira (8), uma operação de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, para localizar armas de fogo, munições e documentos de registro. A medida foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após uma divergência sobre a entrega de um dos armamentos registrados em nome do ex-presidente.

A decisão foi tomada depois que uma das armas que deveria ter sido entregue à PF, conforme determinação judicial da semana passada, não foi localizada. Na ocasião, Moraes ordenou que todo o arsenal registrado em nome de Bolsonaro fosse recolhido pela PF.

Na última sexta-feira, o ministro manteve a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes. Na mesma decisão, também determinou o recolhimento de todas as armas vinculadas ao ex-presidente.

Em resposta à ordem judicial, a defesa informou que oito armas estavam sob custódia da Polícia do Exército. No entanto, após solicitação de Moraes para que o material fosse encaminhado à Polícia Federal, os militares comunicaram que apenas seis armamentos estavam em seu poder.

Uma das armas que não constavam entre as entregues, um revólver de 9 mm, havia sido apreendida no mês passado com um dos seguranças de Bolsonaro durante uma blitz de trânsito. O episódio levou Alexandre de Moraes a cancelar todos os registros de posse e porte de armas em nome do ex-presidente.

A última arma pendente, uma carabina, estaria em uma importadora de material bélico localizada em Caxias do Sul (RS). Segundo a defesa, o armamento foi recebido como presente, mas nunca chegou a ser retirado do estabelecimento.

O ministro, porém, considerou que a justificativa apresentada pelos advogados não foi acompanhada de documentos suficientes para comprovar a localização da arma. Na decisão, Moraes afirmou que a divergência entre as informações prestadas pela defesa e os registros constantes no processo tornou necessária a realização da busca domiciliar para garantir o cumprimento integral da ordem judicial.

Após a operação, o advogado João Henrique de Freitas, da equipe de defesa de Bolsonaro, afirmou em publicação na rede social X que nenhum armamento foi encontrado durante a diligência. “É lamentável que um ex-presidente da República ainda seja submetido a esse tipo de ação”, declarou.

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