Margareth Menezes recebe honraria máxima da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro

Margareth Menezes recebe honraria máxima da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro

Redação Alô Alô Bahia

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Felipe Torres/Filipe Araújo

Publicado em 29/05/2026 às 11:26 / Leia em 2 minutos

A cantora e atual ministra da Cultura, Margareth Menezes, recebeu a Medalha Tiradentes, nesta quinta-feira (28), no espaço Circo Voador, no Rio de Janeiro. A homenagem é considerada a maior honraria concedida pela Assembleia Legislativa do Estado (Alerj).

A iniciativa promovida pela Comissão de Cultura do órgão estadual reuniu artistas, representantes do samba e do movimento hip-hop para celebrar a diversidade nacional, a democracia e a valorização das manifestações populares.

A premiação reconheceu a extensa trajetória da artista baiana e a constante atuação na defesa das expressões do país. Sendo a primiera mulher negra a ocupar a liderança do ministério, a homenageada aproveitou o momento de discurso para destacar o impacto direto da arte na formação do cidadão.

“Minha mãe arrancou as cordas do meu violão pra eu voltar a estudar”, contou, ao recordar o período em que precisou equilibrar os estudos e o interesse crescente pela arte. “Eu me recuperei, voltei, me formei em artes gráficas”, disse.

Durante a cerimônia de entrega da medalha, a homenageada abordou o processo de amadurecimento e a elaboração de projetos culturais, ressaltando a compreensão sobre a enorme responsabilidade exigida ao assumir o microfone em um palco.

“Decidi entender, me entender como artista também, aos poucos. Entender a responsabilidade que a gente tem quando a gente sobe no palco, porque é uma missão também que a gente faz quando a gente sobe no palco”, completou.

No campo político, a titular da pasta enfatizou a reconstrução ativa do Ministério da Cultura desde o início da atual gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A representante do governo federal ressaltou a retomada do diálogo direto com a sociedade para entender as necessidades reais e defendeu a continuidade dos investimentos no setor.

Para encerrar o pronunciamento, a artista cravou que o acesso à arte salva vidas, transforma realidades e funciona como um pilar central para estruturar a soberania do país.

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