Projeto quer limitar funcionamento de shoppings até 21h em Salvador

Projeto quer limitar funcionamento de shoppings até 21h em Salvador

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Esther Morais

Divulgação

Publicado em 08/04/2026 às 15:51 / Leia em 2 minutos

O horário de funcionamento dos shoppings centers pode ser reduzido para até 21h, de segunda a sábado, em Salvador. O projeto de lei, de autoria do  vereador Maurício Trindade, foi protocolado na terça-feira (7) e, até esta quarta (8), aguarda publicação.

Conforme o texto, lojas, restaurantes e demais estabelecimentos localizados dentro dos shoppings deverão encerrar completamente as atividades após as 21h. Aos domingos, ficaria permitido apenas o funcionamento de espaços voltados para alimentação e entretenimento.

O projeto também prevê que o horário poderá ser estendido, de forma excepcional, em feriados, vésperas de feriados e outras datas autorizadas pela Prefeitura.

Em caso de descumprimento, estão previstas penalidades como multa de R$ 15 mil, suspensão do alvará em caso de reincidência e até cassação definitiva em situações reiteradas.

Qual a justificativa?

Na justificativa, o autor afirma que a proposta tem como foco a segurança dos trabalhadores. “O presente projeto tem como objetivo a redução do horário de funcionamento dos shoppings centers, visando prioritariamente à proteção da integridade física, psicológica e social dos trabalhadores que atuam nesses estabelecimentos”, diz.

Ele também destaca os riscos enfrentados no deslocamento noturno. “Em uma cidade marcada por elevados índices de violência urbana, o deslocamento noturno representa um risco significativo para os funcionários”, afirma.

“A maioria desses trabalhadores reside em bairros periféricos, enfrenta longas distâncias e não dispõe de meios próprios de transporte, ficando ainda mais vulnerável a assaltos, agressões e outros tipos de violência”, acrescenta.

Segundo o ofício, a medida também busca garantir melhores condições de trabalho. “A manutenção de horários excessivamente estendidos […] acaba transferindo aos empregados um ônus desproporcional, colocando em risco sua segurança e qualidade de vida”, afirma.

Por fim, o projeto argumenta que não haveria impacto significativo nas vendas.

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