“Barba Ensopada de Sangue”: thriller de diretor baiano chega às telonas nesta quinta (2)

“Barba Ensopada de Sangue”: thriller de diretor baiano chega às telonas nesta quinta (2)

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

O2 Play

Publicado em 02/04/2026 às 11:45 / Leia em 3 minutos

O cinema brasileiro ganha reforço nas telonas a partir desta quinta-feira (2) com a estreia do thriller “Barba Ensopada de Sangue”, dirigido pelo cineasta baiano Aly Muritiba. Distribuído nacionalmente pela O2 Play, o longa adapta o best-seller de Daniel Galera e aposta em uma atmosfera densa e psicológica para envolver o público.

Protagonizado por Gabriel Leone e Thainá Duarte, o filme acompanha Gabriel, um professor de natação que, após a morte do pai, retorna à antiga casa da família em uma vila litorânea para investigar o assassinato do avô. A narrativa se desenrola em meio a memórias fragmentadas, versões conflitantes e um ambiente marcado por silêncio e mistério. O projeto é um Original Globoplay, com produção da RT Features, assinada por Rodrigo Teixeira e Lourenço Sant’Anna.

À frente da direção, Aly Muritiba, um dos nomes mais respeitados do cinema nacional contemporâneo, imprime sua marca autoral ao transformar o romance em uma experiência sensorial. Conhecido por trabalhos como “Deserto Particular” e a série “Cangaço Novo”, o diretor baiano conduz a trama com um olhar atento aos conflitos humanos, explorando temas como identidade, pertencimento e memória em uma narrativa de suspense que se constrói de forma gradual e inquietante.

A adaptação do livro de Daniel Galera mantém a essência da obra original, reconhecida pela crítica e traduzida em diversos países, mas ganha contornos mais concentrados no cinema. A história se torna ainda mais sombria, com ritmo tenso e foco no impacto emocional, potencializando o mistério que cerca o protagonista e sua busca por respostas.

Outro destaque está na construção do personagem principal. Gabriel Leone passou por um intenso processo de caracterização, com o uso de próteses hiper-realistas aplicadas diariamente, em sessões que chegavam a durar cerca de três horas. O resultado contribui para uma presença física marcante e aumenta a imersão do espectador na narrativa.

As filmagens ocorreram em locações reais em Cananeia, no litoral sul paulista. Entre trilhas íngremes, deslocamentos complexos e cenários isolados, a equipe construiu uma ambientação crua, que se torna parte essencial da experiência do filme.

Sem recorrer excessivamente a efeitos digitais, o longa privilegia soluções práticas, com cenas no mar, sequências subaquáticas e uso de elementos reais que intensificam a sensação de tensão. A trilha sonora complementa essa construção ao criar um clima constante de inquietação, ampliando o suspense e guiando o espectador ao longo da narrativa.

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