Pesquisa mostra avanço na percepção de qualidade de vida em Salvador, apesar de desafios

Pesquisa mostra avanço na percepção de qualidade de vida em Salvador, apesar de desafios

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

Valter Pontes/Secom PMS

Publicado em 27/03/2026 às 08:02 / Leia em 3 minutos

Uma pesquisa inédita sobre a percepção dos moradores de Salvador aponta sinais de melhora na qualidade de vida da capital baiana, embora ainda revele desafios importantes. O levantamento “Viver em Salvador: Qualidade de Vida 2026”, realizado pelo Instituto Cidades Sustentáveis em parceria com a Ipsos-Ipec, foi divulgado nesta sexta-feira (27) e mostra que 43% dos entrevistados avaliam que a qualidade de vida na cidade “melhorou muito” ou “melhorou um pouco” no último ano. Outros 34% consideram que o cenário permaneceu estável, indicando uma percepção majoritariamente positiva ou de manutenção das condições recentes.

Quando questionados sobre quais políticas públicas poderiam melhorar a vida na cidade, os moradores destacam prioridades claras: 42% apontam o fortalecimento da segurança nos bairros como principal medida, seguido por programas de geração de emprego e renda e formação profissional (17%) e melhorias na atenção básica de saúde (13%). Os dados ajudam a traçar um mapa das demandas mais urgentes da população.

A pesquisa também revela aspectos de engajamento cívico e memória política. Entre os entrevistados, 42% dizem lembrar em quem votaram para vereador nas eleições municipais de 2024, enquanto 38% não se recordam e 20% afirmam que não votaram. Além disso, 35% demonstram “alguma” ou “muita vontade” de participar mais ativamente da vida política da cidade, ainda que a maioria, 63%, diga não ter interesse nesse envolvimento.

Apesar dos sinais de melhora percebida por parte da população, o estudo evidencia pontos de atenção relevantes. A segurança pública aparece como o principal problema da cidade para 59% dos moradores, muito à frente de outras preocupações como emprego e renda (15%) e saúde (9%).

A insatisfação também se reflete na avaliação das instituições: a atuação da Câmara de Vereadores é considerada “ruim” ou “péssima” por 47% dos entrevistados, um aumento de nove pontos percentuais em relação à pesquisa anterior. Em meio a esse cenário, 65% dos moradores afirmam que deixariam Salvador se pudessem, indicando que, apesar dos avanços percebidos, há um sentimento significativo de insatisfação com aspectos estruturais da cidade.

A pesquisa ouviu 300 pessoas com 16 anos ou mais, moradoras da capital há pelo menos dois anos e com acesso à internet. O trabalho de campo foi realizado entre 1º e 27 de dezembro de 2025, com nível de confiança de 95% e margem de erro de seis pontos percentuais. O estudo tem cofinanciamento da União Europeia e integra um programa voltado ao fortalecimento da sociedade civil e dos governos locais para a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

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