Culpa de Virginia? Veja o que tirou pontos da bateria da Grande Rio no Carnaval 2026

Culpa de Virginia? Veja o que tirou pontos da bateria da Grande Rio no Carnaval 2026

Redação Alô Alô Bahia

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Publicado em 20/02/2026 às 14:49 / Leia em 2 minutos

A Acadêmicos do Grande Rio encerrou o Carnaval 2026 na oitava colocação do Grupo Especial, resultado que repercutiu após um desfile marcado por debates em torno da estreia de Virginia Fonseca como rainha de bateria. A apresentação na Marquês de Sapucaí foi acompanhada por expectativa do público, que avaliava a desenvoltura da influenciadora à frente dos ritmistas.

Apesar das críticas nas redes sociais, principalmente pelo fato de Virginia ter retirado o costeiro de aproximadamente 12 quilos durante o desfile e aparentar desconforto, as justificativas oficiais dos jurados não mencionam a rainha. O documento divulgado pela Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro não faz referência à influenciadora nem no quesito Bateria nem em Fantasia.

Na avaliação de Fantasia, a escola recebeu duas notas 10. Um jurado atribuiu 9,8, apontando problemas nas alas 7, 16, 20, 22, 23 e 24. Segundo ele, houve dificuldade de compreensão das propostas e mistura excessiva de referências em um mesmo figurino. Outra avaliadora concedeu 9,9, justificando o desconto por entender que a ala 24 não representava adequadamente o que se propunha.

No quesito Bateria, em que a rainha não é julgada individualmente, as justificativas se concentraram em aspectos técnicos. O papel da rainha é representar os ritmistas, contribuir com a narrativa do enredo e estimular o público.

Entre os avaliadores, Nelson Pestana apontou, no subquesito criatividade e versatilidade, variações rítmicas nas bossas sem a fluidez necessária, o que teria provocado quebra de continuidade e sensação de “peso morto”, resultando em desconto de 0,1 ponto.

Rafael Barros registrou que a cadência foi mantida ao longo da apresentação, embora tenha indicado dificuldades rítmicas e sugerido maior complexidade nos padrões para explorar o enredo “a magia dos manguezais”.

Já Hélcio Eduardo atribuiu nota 10,0. Ele destacou manutenção de ritmo e cadência no Módulo 1, equilíbrio na conjugação dos instrumentos e bossas versáteis e criativas, com elevado grau de dificuldade.

Geiza Carvalho também registrou manutenção de cadência e perfeita conjugação instrumental, com bossas executadas com clareza e coesão musical. No subquesito criatividade e versatilidade, reconheceu boa estrutura e organização do arranjo, mas avaliou que faltou ampliação progressiva significativa nas propostas, justificando pontuação 3,0 nesse item.

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