Entrevistas


11 Abr 2019

"Tivemos uma alta estação fantástica", diz Sílvio Pessoa em entrevista ao Alô Alô Bahia

"Tivemos uma alta estação fantástica", diz Sílvio Pessoa em entrevista ao Alô Alô Bahia Um dos principais nomes do trade turístico do estado, Sílvio Pessoa, presidente da Federação Baiana de Hospedagem e Alimentação (Fehba), comemora o verão 'acima das expectativas' para o setor. Os bons resultados culminaram com o Carnaval, considerado pela Prefeitura de Salvador o maior de todos os tempos, quando a média de ocupação hoteleira em março chegou a quase 70%. 

Bons resultados à parte, Pessoa conta que o setor mira, agora, para o futuro e pensa no período de baixa estação. Embora as chuvas que caíram na capital baiana neste início de abril, o otimismo ainda reina com a inauguração do Centro de Convenções Municipal, em setembro, e com a Copa América, em junho. Nesta entrevista ao Alô Alô, Pessoa fala sobre os resultados recentes e as perspectivas para o ano para o setor do turismo. 

Alô Alô: Qual a avaliação a partir dos resultados do verão e do Carnaval para o trade turístico? 
Sílvio Pessoa: Tivemos um mês de março excepcional. A ocupação foi surpreendente, superou nossas expectativas e chegou a quase 70%. Então, a avaliação foi excelente. Até março, tivemos um período de alta estação fantástico. No setor da hotelaria, ainda tivemos uma recuperação da diária média, o que é importante. No setor de bar e restaurante, na linha turística de Salvador, todos ganharam dinheiro. O faturamento nestes locais aumentou entre 20% e 30% nos principais pontos turísticos como Pelourinho, Barra, Rio Vermelho. 

Alô Alô: E agora que passou a alta estação, como estão os resultados? 
Sílvio Pessoa: Agora, no início de abril, tivemos literalmente uma ducha de água fria, com toda essa chuva. Como sabemos, as reservas são feitas próximo às datas da vinda. Com a chuva, muitas pessoas acabam cancelando a viagem. Se já tiver feito a reserva, pode pagar uma multa e não vem. Tivemos também o problema da Avianca, que já vinha mostrando que isso ia acontecer. Então, tivemos uma retração agora na procura. Esperávamos boa procura para a semana Santa. 

Alô Alô: Para melhorar os números, o que tem sido feito? 
Sílvio Pessoa: Continuamos pedindo um calendário de eventos para a Saltur. Só temos agora a Copa América em junho, mas entre abril e maio está uma incógnita. Salvador é uma cidade musical. Por exemplo, a licença para colocar um cantor ou dois (nos bares e restaurantes) é um pouco complicado em Salvador. O Salvador 360 (programa que reúne ações de desenvolvimento da prefeitura) precisa chegar lá. Um alvará definitivo para som é uma burocracia grande. Como cidade da música, precisamos de formas mais simples para liberar. Dar mais vida noturna, mas respeitando o limite do som.

Alô Alô: Por falar em Copa América, já há procura no setor hoteleiro? 
Sílvio Pessoa: A venda de ingressos foi lançada recentemente. Primeiro as pessoas vão comprar os ingressos, depois vão pensar na hospedagem. A perspectiva é otimista. Como forma de divulgação, é algo que é muito bom para a cidade. 

Alô Alô - A prefeitura deve inaugurar o Centro de Convenções no segundo semestre. Vocês já estão trabalhando para atrair eventos? 
Estamos trabalhando nisso também, é uma pauta do Salvador Destination. Desde o ano passado, quando o prefeito lançou o centro, já estamos planejando congressos para o final desse ano. 

Alô Alô - O centro vai ajudar muito nesse período da baixa estação, não é? 
Sílvio Pessoa - O centro vai ser fundamental para esses períodos de baixa estação. Infelizmente, Salvador perdeu muito nestes anos sem o centro de convenções. Desde que o antigo equipamento ficou sem manutenção e depois desabou, deixamos de faturar somente em diárias neste período de 6 anos o montante de R$ 1,2 bilhão.

Alô Alô - Com a Secretaria de Turismo do Estado, como estão as conversas? 
Sílvio Pessoa - Infelizmente temos um bom diálogo com a prefeitura, com os secretários municipais, mas o governo do estado ainda não entendeu importância do turismo para a cidade. Esperamos que o novo secretário seja ouvido pelo governador, para mostrar a importância do turismo para a cidade. Representamos 20% do PIB, interagimos com uma cadeia gigantesca.

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