Entrevistas


10 Abr 2018

Alô Alô Bahia entrevista jornalista Roberto Gazzi

Alô Alô Bahia entrevista jornalista Roberto Gazzi No mês em que é comemorado o Dia do Jornalista, o Alô Alô Bahia conversou com o jornalista Roberto Gazzi, que assumiu a diretoria executiva do Jornal Correio* em 2016, sobre os desafios da área, experiências e responsabilidades. Olha só!


Alô Alô Bahia: O que significa o jornalismo pra você? Por que escolheu essa área como profissão?

Roberto Gazzi: O jornalismo para mim era e continua sendo um ofício em que a busca da informação correta e relevante ajuda a melhorar o mundo. Foi esta convicção, mais a imensa vontade de tentar conhecer o mais possível, o que me levou para a profissão.
 
Alô Alô Bahia: Qual foi a experiência profissional mais desafiadora que já viveu? E qual você acredita que é o maior desafio do jornalismo como um todo atualmente?

RG: Acho que mais do que uma experiência em si - e houve várias, até com ameaça à minha integridade -, foi tentar preservar os valores do ofício num tempo de velozes transformações para a profissão e o mundo, por conta da revolução digital. O maior desafio do jornalismo atualmente é conseguir mostrar à sociedade que a informação de qualidade e credibilidade tem alto custo e deve ser valorizada (e até paga) em um mundo em que as falsas notícias são cada vez mais abundantes e perigosas para a manutenção da democracia.
 
Alô Alô Bahia: Qual profissional do jornalismo te inspira?

RG: Foram tantos que não nomearia nenhum. Mas prezo os éticos, os que enxergam além do que parece óbvio e os persistentes.
 
Alô Alô Bahia: Em tempos de internet, polarização, fake news, como você enxerga a responsabilidade de dirigir um dos veículos de comunicação de maior circulação do Norte e Nordeste?

RG: Um editor na minha posição em qualquer redação do mundo deve estar preocupado em manter um grupo de profissionais que preservem os ideais do ofício jornalístico numa situação econômica muito adversa, causada pela disruptura do tradicional modelo de negócio dos jornais. A principal luta é preservar as bases do ofício, seja em que condições forem, para preservar o principal valor de uma marca jornalística: sua credibilidade.
 
Alô Alô Bahia: Qual o grande aprendizado que você já teve trabalhando nessa área e que gostaria de transmitir aos focas em formação agora?

RG: Continuem sonhando e acreditando que com seu trabalho será possível construir um mundo melhor.