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18 Dez 2013

Alô, alô, turma cool! O galerista Gregory Copello estreia coluna sobre arte e já começa falando sobre Tomie Ohtake

Alô, alô, turma cool! O galerista Gregory Copello estreia coluna sobre arte e já começa falando sobre Tomie Ohtake

Ao ser convidado pelo Rafael Freitas para participar desse espaço sobre arte, pensei em oferecer de fato, uma coluna onde possamos discutir, informar, analisar e enxergar de uma forma mais didática e divertida o mundo da arte, tornando o assunto cada vez mais atrativo e lúdico.

Então... Aqui iniciamos um papo onde abordaremos temas que estão envolvidos no mundo da arte e afins.

Vamos partir do princípio que todos nós entendemos um pouco de arte; sim, todos nós. A ideia aqui é tornar esse assunto cada vez mais familiar e menos intimidante. Não importa o nível de entendimento, o número de artistas que conhecemos e do que fomos expostos até então. Vamos apresentar e tornar a arte mais próxima do nosso convívio. Não é difícil e não custa muito.

Nessa primeira nota, vamos falar da “dama das artes plásticas brasileiras”, que comemora seu centenário este ano. Nascida no Japão e naturalizada brasileira, Tomie Ohtake representa a capacidade de se reinventar e surpreender o interlocutor com suas obras.

A artista, geralmente, apresenta peças de grandes portes, como esculturas de monumentos, mas também, objetos menores: pinturas e gravuras.

Figura representativa do abstracionismo, onde desenha usando a interação das formas e cores, dando volume e movimento à suas obras, Tomie apresenta um trabalho leve e sutil de ser apreciado. Posso até apostar que alguns leitores já tenham visto muitas de suas criações espalhadas pelo Brasil e muitas por São Paulo. A obra dessa japonesa nos prende a apreciação e nos encanta pela simplicidade e autenticidade das suas formas que parecem em algumas vezes brincar com a física.

Vamos conferir algumas de suas principais obras:

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Entenderam o jogo de movimento gerado pelas formas e cores? Viram a sutileza das suas esculturas e pinturas? Digna de apreciação.

Uma ótima dica: a artista apresenta gravuras e desenhos em série, tornando seu produto mais comerciável e possível de ser adquirido por valores interessantes. Suas obras aparecem em leilões e galerias espalhadas pelo Brasil.

Está em cartaz em São Paulo, no instituto que leva o nome da artista, a exposição que comemora seu centenário intitulada “Gesto e Razão geométrica”. Vale a pena conferir!

Por Gregory Copello/Fotos: Reprodução.